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quinta-feira, 1 de março de 2012

VISÃO DO AMOR (Ada Fraga)


amor não é ponto facultativo,
hoje te amo, amanhã não sei,
são segredos sacramentados,
não só deleite e mero enfeite.

ser sendo de verdade s/medo,
sentir o prazer do hálito quente,
é curtir fruto farto fidelidade,
ter certeza continuamente.

é sentimento maior/melhor,
é a dádiva divina da vida!

domingo, 22 de janeiro de 2012

INFINITO VERSO (Ada Fraga)



em ti bendigo
todas as coisas
puras e escusas

o céu de absinto
o mar de lama
o chão que piso

absoluto juízo
abismo/prejuízo
choro e riso

profano/sagrado
sonho/fantasia
noite e dia

RetomADA (Ada Fraga)




acorda acorda dormideira,
deixa o sono pra lá
olha o sol na cumieira,
a vida cá em bagdá.

veste teu vestido verde,
calça teu sapato sépia,
passa batom vermelho,
vai ser feliz intrépida.

aporta de vez insólita,
abra os olhos/abrace
à luz do lume e brilhe,
! adeus melancólica !

"!DENTRO DE NÓS"Ada Fraga)





liberte-se e liberte
amar não é confete
carnaval /serpentina
é ânimo é anima

não é feito de festa
nem luxo de pop star
é poesia/prosa/verso
viver poema s/pressa

penetrar no universo
da palavra s/ trava
no sentido inverso
é dito que lavra

o profundo se tece
o de fora esquece
dentro q/ acontece
o que nos aquece!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Controversa (Ada Fraga)



Controversa

Poesia é como maresia,
um dia devastadora,
outro pura calmaria.

às vezes, adormece,
se trava estremece,
abala o alicerce,
mas, permanece!

EMERGENTE (Ada Fraga)



nesse casuístico e cáustico claustro,
se joga no pântano e come plâncton,
vai da superfície ao fundo s/ volta.

ei-la de novo à tona, terna e tenaz,
indiferente, de repente à espreita
de enfrentar, de ir à frente sagaz.

entre os seus lapsos e colapsos,
na vértice da vitalidade versátil,
pode levá-la pra cima ou baixo.

no hiperrealismo do hj, agora
dá-se ao direito, não é capacho,
de praxe puxa a prancheta,ora:

no templo, p/ o tempo, p/ tudo,
convencida da concessão à vida!


terça-feira, 12 de julho de 2011

QUE PENA (ADA FRAGA)



QUE PENA!(ADA FRAGA)

que pena sinto ao olhar ao me redor,
dar de cara com miséria tanta pilhéria,
dó me dá ao ver tanta falta de amor,
verdade nua e crua, é algo patético.

que pena não se saiba o real valor,
doação sem receber nada em troca.
algumas vezes isso até nos choca,
a vida é uma corrente de ecos ocos.

nada mudará o que nasceu errado,
há crença credo do desacreditado,
haverá perdão pelo que foi doado.
a vida valerá pelo dom edificado.

há um mundo inteiro de famintos
de alegria felicidade pureza e amor,
mas nos perdemos em labirintos,
meu Deus, que saiam desse torpor.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

AMOR "SÓ" (ADA FRAGA)





meu amor é febre de algaravia,
é fome, é sede, é o que exede,
é mão de apenas uma via,
daqueles que não se mede.


meu amor é feito gato manso,
mas tem garras ferozes,
é meu maior descanso,
entre passos lentos velozes.


meu amor é o que me socorre,
me dá amparo e  sombra,
tira-me de poços enormes,
é o que habita e deslumbra.


meu amor é meio delirante,
é tão lúcido quanto insano,
arroubo de paixão incessante,
é forte forjado a ferro, fênix!







domingo, 6 de fevereiro de 2011

INTRÉPIDA ( Ada Fraga)

Divulgação

bebo o veneno gota a gota até o fim
ai de mim se não for assim
depois recorro ao potente antídoto
num gole só, sorvo-o lentamente todo.

num breve tempo, rompo os limites,
retomo meus plano e os espaços,
chego aonde quiser estar, chegar,
pisando em brasas vivas e flores.

hei de ser muito mais do que sou,
matarei um leão por dia, na vias,
romperei todas as guerras frias,
prosseguirei, vou que vou, estou.

lugar comum? pois sim! assim,
que seja sem rimas ou métricas,
com a certeza lucidez límpida,
de que tudo beira bentida ética.

sempre fui sou serei assim :
morbida e àvida à vida, tino.

Publicada no Recanto das Letras em 05/02/2011
T2773940

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

LUTO COM AS PALAVRAS (ADA FRAGA)



a caneta vai serpenteando,
palavras saciam sede ceia,
e a fome, febre do quando?

versos nascem aos montes,
poemas vertem minha verve,
peso e leveza se expandem,
solidez e coragem revestem.

sou poeta, atiro-me à leitura,
como uma faminta à comida,
leio e releio e me transfiguro,
de Balzac, Baudelaire  lido.

clássicos a contemporâneos,
abro amplo leque apredizado,
num mergulho pleno idôneo..

sábado, 18 de setembro de 2010

SEM VENDAS (ADA FRAGA)



SEM VENDAS (ADA FRAGA)


decifra-me ou te engulo,
desvende-me e serei sua,
com paixão, amor, alma.

se assim não for, escapulo,
terei fases como a lua,
vá devagar, muita calma.

não me terás na marra,
escondo minhas armas,
não será por mera farra.

dobra-me, olhos nos olhos,
serás + que sombra/sonho.


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MÍNIMO MÁXIMO (ADA FRAGA)


MÍNIMO MÁXIMO

(ADA FRAGA)

trocamos nossos sinônimos,
olhares não mais anônimos
às vezes me vejo indecisa,
as coisas ficam confusas.

nos afastamos pelos fusos-
horários difusos semifusos,.
viramos tantas noites juntos,
depois houve tremendo blackout.

fomos mais que carne-unha,
essa cisma de fundir infinito,
é o que me acabrunha,
tenho noção, sei do finito.

muitas coisas ditas e reditas,
as outras tantas desditas,
quando juntos só rimos,
com rimas que rolavam;

noite adentro e madrugada
afora...


.

POEMA LIVRE (ADA FRAGA)

POEMA LIVRE
(ADA FRAGA)

 poema com rasura
é aquele intacto, fato
que não foi retocado

sem a devida lisura
é mal comportado
feito sem frescura

deves nem maduro
um tantinho qto cru
não serve pra menu

sem rebuscamento
sem o belo debrum

domingo, 12 de setembro de 2010

SAMURAI (ADA FRAGA) a Leminski

SAMURAI( (ADA FRAGA)

a Leminski

ora com golpe de lâmina,
rasgo palavras em partes,
ora com jogo de cintura,
tirando a poesia do nada,

tento arabescos, artista,
brusca abrupta,escracho,
verso, reverso ao inverso,
crio o poema - capacho,

me despedaço e refaço
no mínimo no  máximo,
adentrando no espaço
ávida rapto ritmo, rima,

arrisco no risco arisca,
vem a poesia-capricho.

Vitória, 09/08/10

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

AMIL (ADA FRAGA)



AMIL (ADA FRAGA)

ando amil por hora,
com essa urgência,
velocidade s/substância,
no imperativo do agora.

febre e fome pelo hoje,
medo de não haver amanhã,
medo de ser tarde demais,
então tudo me foge.

paixão é explosão
de mil estrelas,
é viagem às galáxias,
depois some o som.

e o que sobra o vazio
do outro lado do fio.

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Quem sou eu

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Vix, ES, Brazil
Nasci em Muqui - Espírito Santo. Cursei Letras Inglês-Português, sou jornalista profissional,fui professora de Inglês, fui revisora, copy-desk no jornal A Gazeta, tendo também atuado nesta mesma função no jornal A TRIBUNA, também já exerci o cargo de Taquígrafa na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal de Vitória. Atualmente tenho me dedicado à arte de escrever, tendo publicado meus primeiros poemas na Antologia Poesia do BRASIL e neste momento estou trabalhando na composição de meu livro solo. Ada Fraga